A TV não me chama! E agora?

Dia desses li no blog da Patricia Kogut (@PatriciaKogut), no site do Jornal O Globo, que a atriz Juliana Martins está longe das telinhas desde 2008.

Juliana começou cedo na tv. Em 1985 tinha 11 anos de idade quando fez sua estreia na novela “A Gata Comeu”, da Rede Globo de Televisão. Atuou em outras novelas como Malhação e Coração de Estudante. Mas tem sido cada vez mais difícil vê-la em cena na televisão. Ela contou ao blog que sua vida profissional mudou muito depois que casou e teve sua filha, hoje com 9 anos.

 

Juliana no início de carreira
Juliana no início de carreira

 

Por que estou falando sobre isso? Veja o que Juliana Martins fala sobre sua carreira:

“Parei de fazer contato com as pessoas, saí um pouco dessa turma da TV. Agora, voltar fica mais difícil mesmo”. E continua: “Acho que o ator tem que se produzir. Não pode mais ficar esperando convite em casa. Eu abri minha produtora.”

Lendo isso você pode perceber duas coisas muito importantes:

1 – O ator precisa se relacionar com pessoas do meio.

Parece meio óbvio, mas é a pura verdade! Seja com gente de televisão, de teatro ou de cinema. Corra atrás, conheça gente nova. Só não fique puxando o saco de ninguém, nem fique implorando por um papel para você. Se for a sua hora, você estiver preparado e por perto, a chance de ser chamado para algum trabalho bacana é bem maior.

2 – O ator precisa se produzir.

Você odeia produção? Não diga! Eu também. Sendo assim, o que temos que fazer? Nos juntar com alguém que tenha esse tipo de interesse. A partir daí, poderemos colocar nossas ideias em prática.

Estude as possibilidades de patrocínios, busque apoios e faça muitas parcerias. Elas são fundamentais para qualquer negócio. Sim, negócio. Se você quer seguir nesta carreira, precisa encarar cada projeto como um negócio. Analise friamente se o que pretende produzir é viável. Financeiramente e comercialmente. É um projeto caro? Como consigo barateá-lo? É vendável? Tem público para esse tipo de filme? Sim, você leu “filme”. Seus projetos não precisam ficar restritos ao teatro. Existem ótimos curtas-metragens, webséries e outros projetos sendo produzidos neste exato momento em que você está lendo este blog.

Em 2008 fiz uma pesquisa com mais de 1000 atores de todo o Brasil. Cerca de 23% afirmaram ser também produtores de teatro, além de ator. 5% são também produtores de cinema e 4% de publicidade. São números que podem – e devem – aumentar ao longo dos próximos anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *