| Dicionário do Teatro |
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| Escrito por Fernanda Degolin | |||
| Sex, 19 de Fevereiro de 2010 09:44 | |||
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Em cada profissão, em cada área, existem certas palavras que somente os envolvidos conhecem. Nós do teatro também não poderíamos ficar de fora desses jargões.
Fiz um pequeno dicionário de algumas palavras que usamos, aproveite e coloque o dialeto em dia.
Antiteatro – Dramaturgia e/ou estilo de representação que nega todos os princípios da ilusão teatral. Aristotélico – Termo usado para designar uma dramaturgia baseada na ilusão. Tornou-se sinônimo de teatro dramático. Ato – Divisão da peça em partes de importâncias iguais.
Boca de Cena – Vão aberto na caixa cênica que define a máxima abertura do palco, que pode ser reduzida em altura e largura pela bambolina mestra e pelos reguladores. Burlesco – Forma de cômico exagerada que emprega expressões triviais para falar de realidades nobres ou elevadas.
Canhão seguidor – Refletor de grande potência com movimento manual utilizado para acompanhar atores, bailarinos etc. Catarse – Uma das finalidades e conseqüências da tragédia; Ato de evacuação e descarga afetiva que resulta numa lavagem e purificação por regeneração do ego que percebe. Ciclorama – Grande tela com armação em forma de “U” aberto e que é colocada ao fundo do palco. Pode ser nas cores branco, pérola, cinza ou azul claro. Cinestesia – Também conhecida como Kinestesia, é a percepção consciente da posição ou dos movimentos e de seu próprio corpo graças ao sentido muscular e ao ouvido interno. Coadjuvante – Papel secundário; Ator cuja única função e valorizar seus parceiros.
Commedia dell\’arte – Forma teatral com início no Séc.XVI, que se baseava no improviso e exigia muitas habilidades dos atores, como canto, dança e até malabarismo. Tinha personagens fixos e um ator passava, muitas vezes, a vida inteira interpretando o mesmo personagem. Cortina Corta Fogo – Cortina de metal que separa a caixa cênica da platéia em caso de incêndio. Coxias – Espaços de serviço e circulação não visíveis ao público, localizados nos extremos laterais e de fundo do palco, determinando o movimento de cenografia e acesso de atores. As laterais com uma dimensão mínima da metade do palco e o fundo com espaço suficiente para passagem de atores.
Ditirambo – Na antiguidade era o canto lírico para glorificar Dionísio. Evoluiu até chegar na tragédia. Dramatização – Adaptação de um texto qualquer para um texto dramático destinado ao palco. Dramaturgia – Vindo do grego “compor um drama”, é a arte da composição de peças de teatro.
Espaço cênico – Termo que designa o palco ou área onde acontecem as atuações, encenações.
Fosso de orquestra – Espaço que abriga conjuntos de músicos, não interferindo com o visual de público por estar no plano inferior ao nível do palco. Pode ser executado através de elevadores hidráulicos ou pisos removíveis (quartelada).
Interlúdio – Composição musical tocada entre os atos de um espetáculo, com objetivo de ilustrar ou variar o tom da peça e facilitar as mudanças de atmosfera ou cenário.
Mimese – Imitação ou representação de uma coisa qualquer.
Pano de Boca – Telão principal que cobre toda a boca de cena. Pode ser ornamentado, pintado ou simples. Perna – Elemento que se caracteriza como limite lateral do palco. Tecido sem armação. O conjunto de pernas e bambolinas é parte da câmara negra. Piso de Palco - O plano de piso no palco, executado sobre uma caixa de ressonância com um espaço interno livre que permita uma boa emissão sonora, aberturas e elevações do mesmo. Com altura máxima de 1,10m com relação ao piso da platéia. Proscênio – Prolongamento no mesmo nível do palco projetado até o público que se adapta a diversas formas e dimensões.
Quartelada – Tampos de madeira que compõem o piso do palco. Quironomia – Regras que codificam a simbologia do uso das mãos.
Rotunda – Grande tela que é montada sempre à frente do ciclorama.
Solilóquio – Discurso que uma personagem mantém consigo mesma. Sonoplastia – Reconstituição artificial de ruídos, sejam eles naturais ou não.
Teatro de Rua – Teatro que se produz em locais exteriores às construções tradicionais: rua, praça, mercado, metrô, universidade, etc. Teatro Invisível - Termo de Augusto Boal. Define um jogo improvisado do ator no meio de um grupo de pessoas que devem ignorar, até o fim, que fazem parte de um jogo, para não voltarem a serem espectadores. Teatro Pobre – Termo criado por Grotowski para qualificar seu estilo de encenação em que se economiza recursos cênicos (cenários, figurinos, etc) e preenchendo esse vazio por uma grande intensidade de atuação. Teatro Total – Representação que visa usar todos os recursos artísticos disponíveis para produzir um espetáculo que apele a todos os sentidos e crie a impressão de totalidade e de uma riqueza de significações que subjugue o público. Tragédia – Peça que representa uma ação humana funesta muitas vezes terminada em morte. Tragicomédia – Peça que participa ao mesmo tempo da tragédia e da comédia.
Varanda de Carga – Lugar onde se localiza a contrapesagem das varas de luz e de cenário. Vaudeville – Originado no Séc. XV, é um espetáculo de canções, acrobacias e monólogos, e até o Séc. XVIII eram espetáculos para o teatro de feira que usam música e dança. Vestimentas de Palco – Conjunto de elementos da cenografia e da cenotécnica que cria o envoltório do espaço cênico e determina sua concretude na caixa cênica. Gostou? Comente! Visite também meu blog
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| Última atualização em Seg, 08 de Março de 2010 10:31 |

































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